sábado, 26 de setembro de 2015

388 - Um mal necessário

Convido a todos nós a nos despirmos de nossa suposta autoridade intelectual irrepreensível que há anos nos conferiu o título de filósofos do Olimpo, outorgando-nos a graça da semi-divindade. Pois que? De que maneira poderia estar eu equivocado ao dizer a tudo isso? Claro q colocarei os religiosos debaixo dos meus pés e os taxarei como ignorantes e manipulados, afinal, eu sou o dono da verdade. Não é mesmo? – Não! De maneira alguma!

Assim eu lhes pergunto: Onde estávamos nós quando a Verdade se fez existir? Ou quando a mesma se multiplicou em verbos por bilhões de anos até explodir em um evento intergaláctico, estávamos nós aonde? Ou quando o céu foi rasgado de sua escuridão ante a perpétua explosão de uma estrela menor, com uma precisão inacreditavelmente exata que permitiu a vida, estávamos nós aonde? Aliás, quem somos nós?

Maldito homem que eu sou! Quem me livrará do corpo dessa morte? Nu e ignorante cheguei a esse mundo e agora venho querendo taxar multidões daquilo que antes eu mesmo fui! Quem sou eu para empinar o nariz e considerar-me o correto, o integro, o intelectual? – Só sei que nada sei! – Já dizia um pensador que foi muito maior do que eu. - Não q eu tenha um tamanho; é apenas uma medida. – Quem sou eu então para me colocar como entendedor de alguma coisa? Quem somos nós para sentarmos no aconchego do nosso lar e diante a uma tela trocarmos um com o outro uma indireta condenação aqueles que acreditam e vivem uma doutrina? Aliás, quem somos nós para dizer q essa ou aquela doutrina está errada? E digo mais: Quem somos nós para dizer alguma coisa de qualquer coisa?

Onde foi q caímos? Onde foi que nos infectamos com tamanha altivez? Pesada é aquela bengala. A maioria precisa, mas nós não! Seu nome é conhecido; a chamada “religião”. Meu coração se esfriou ante ao frio do conhecimento e, em um momento, perdi a minha fé. Não que eu tenha a retomado, porém, eu fui guiado a nunca levantar o meu nariz.

A grande maioria dos seres humanos é composta de pessoas de baixo intelecto, humildes, ignorantes. Espíritos novos ou em mísera evolução. O que seria desses sem os benefícios da religião em um mundo que se encontra em uma situação desesperadamente “caótica”? Onde eles encontrariam razões para seguirem, conforto de suas tristezas, bálsamos para suas dores sem os benefícios da sanidade que temos, a qual nos foi imputada pela Luz q a tudo criou, mas que ainda assim mtus de nós a desconsideramos? - Antes de tudo, respeitemos a diversidade para q não sejamos pegos como miseráveis elitistas portadores da absoluta verdade universal. Não portamos nada e nunca portaremos!

E para que eu não seja pego pelas valetas em minhas próprias palavras, eu digo q sei mtu bem do mal que a “religião já fez no mundo”, porém, sem ela simplesmente não haveria mais o “mundo”. Não importa o quão bom seja um assunto, se ele for discursado por alguém ruim o assunto será péssimo. Da mesma maneira foi para com o assunto vigente.

Finalmente, existem os entendidos, os sábios, os confusos, os tolos, os medíocres e os ignorantes. Todos esses merecem o amor, pois na verdade todos “provavelmente” provém disso mesmo. Respeitemos, portanto, as necessidades e carências de cada classe para q não sejamos pegos também como os mais egoístas, embaixadores da suposta sabedoria.

Que a luz esteja sobre todos nós.

Um comentário:

  1. O erro das "autoridades intelectuais irrepreensíveis" é achar que todas as pessoas religiosas são "pessoas de baixo intelecto, humildes, ignorantes"!

    ResponderExcluir

Clique aqui e comente!

Pesquisar neste blog