domingo, 23 de novembro de 2014

381 - Vagas lembranças de noites estreladas

A inocência de um romance, a delícia do simples cruzar de olhares, um abraço envergonhado, um caso de Cantares. A magia quando viva! Um tempo que se foi. O cortejar educado, o beijo nas mãos em cumprimento, o singelo fascínio, o perfeito momento.

Eram noites tão estreladas! Estrelas que se foram.

Até a música vem morrendo! Não há mais vestígios de magia. Calaram-se os poetas, perdemos a alegria. Nós éramos felizes e não percebemos. E todos morremos! Somos lembranças de um passado. Mas todos sabemos o que é amar e ser amado.

Eram noites tão estreladas! Estrelas que se foram.

Vagas lembranças de noites estreladas; lembranças do eu apaixonado. Hoje as estrelas são guiadas por influencias de endiabrados. O jazz, o Blues, a MPB; as trilhas sonoras de uma dança esquecida. Hoje a menina dança o funk como uma fêmea enlouquecida. Perdida, perdida, e perdida! Rebola como louca, vulgar, e atrevida.

Eram noites tão estreladas! Estrelas que se foram.

Vagas lembranças de noites estreladas. De quando a vida ia além do carnal. Não éramos a marca, nem ouro, ou virtual. A simplicidade era o horizonte. A fonte da vida fluía pelos ares. Não era preciso extravasar. Era como se diz:

Cantar e cantar, e cantar a alegria de ser um eterno aprendiz.

Eram noites tão estreladas! Estrelas que se foram.

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