terça-feira, 9 de setembro de 2014

375 - Reflexos viventes de estrelas falecidas


Por que tudo tem de ser como é? - Simplesmente sim, é assim! E não, cale-se! É assim e acabou! - Quem foi que determinou que a vida é um sistema e você é apenas um complexo de variáveis digitais exercendo sua simples e descartável função dentro de uma gigantesca plataforma virtual? Será que você é apenas um personagem de um jogo eletrônico, controlado pelas mãos do destino, o qual aperta os botões e te faz pular, correr, e atirar e, se não se cuidar, ele te mata? Por que você tem de seguir os padrões da hipócrita sociedade se, não importa o que faça, você sempre será difamado?


Regras, regras e mais regras: “Pense, fale, compre, beba, leia, vote; não se esqueça! Use, seja, ouça, diga, tenha, more, gaste e viva.” – As roupas que você usa, a música que você ouve, os locais que você frequenta, a faculdade que faz, o parceiro que escolheu, os itens que comprou. Quais destes você realmente escolheu por si mesmo? Será que não houve uma “interferência externa”? – Os Senhores da Baviera – Será que você realmente não é manipulado pela mídia, por este enlouquecido e furioso sistema capitalista? Ou será que você não é manipulado pela religião, pelos perigos da liberdade e da condenação eterna? – As desnorteadas ovelhas de Constantino – Onde, verdadeiramente, está você nesta história toda? O que é você sem as crenças que lá na infância te fizeram engolir? Por que você não cuspiu essa fantasia toda? Por que você ainda não se deu conta dos bloqueios que te sustentam?

Moral, ética e pudor, os pilares de uma sociedade. Será que os temos em nosso caráter porque realmente as aceitamos ou porque nossos pais nos condicionaram a isso, ou a religião, ou a mídia? Você quer ser diferente e ir além, ou viverá sendo apenas a imitação de um alguém? O que é realmente nosso e o que é apenas “cópia”? Somos uma estrela ou apenas o reflexo do brilho de algumas? E essas “algumas” já brilharam, ainda brilham, ou se apagaram? Será que somos tão vazios, almas tão perdidas? Reflexos viventes de estrelas falecidas.

Nasce João, logo, enfiam-lhe uma chupeta. João não deve chorar, deve se calar e nos deixar em paz. - Governo e população, percebem a essência da analogia? - Quando criança João entra na escola e assim começa a receber o padrão engessado do sistema educacional e, em contrapartida, passa a consumir uma podre alimentação midiática servida quentinha pelas muitas televisões e internet. Ambos os órgãos irão orquestrar uma medíocre ideologia, apta a transformar João, em poucos anos, em mais um robozinho programado e silenciosamente articulado. Um robô que fará faculdade apenas pensando no dinheiro que irá ganhar, como se valores financeiros sustentassem a felicidade e uma provável razão de viver. Ou um robô que nem fará faculdade e seguirá a vida exercendo uma função com a qual nem se simpatiza, mas o comodismo de um simbólico salário o aprisionara a tal condição. Anos depois irá se casar. – Porque todos têm que se casar nos moldes estabelecidos, não é mesmo? - E assim irá perpetuar a sua maquete de gloriosa vida: Ele, a mulher, os filhos, uma religião, e um trabalho mais ou menos. É assim que deve ser, claro! Do contrário João seria um lunático, um vagabundo, um louco.

Eis a sociedade contemporânea descrita filosoficamente em poucas palavras. Uma sociedade que, na verdade, sempre fora, em parte, dessa maneira. Isto é o que grandes pensadores em “entrelinhas” chamam de “Sistema”. Logo, ou você o segue, ou está fora do “jogo”. Agora cabe a você decidir se seguirá totalmente este Sistema e assim ter uma vida robotizada e descolorida ou seguirá totalmente contra e sabiamente decidirá por si mesmo o que é realmente bom e o que é realmente ruim para assim viver a vida. A “sua” vida.



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