domingo, 31 de agosto de 2014

373 - A geração iluminada - Adrian Mcoy / Jornal em Dia (31/08/2014)

Por que as estrelas não mais seguem os Beatles no enfeite do luar, como um perfeito maquiar aos romances da juventude? Por que Lucy fugiu dos céus de diamante? Por que morreram os noivos e ficaram os amantes? Talvez porque perdemos, esquecemos, ou deixamos de ensinar algo muito simples, porém, essencial: Sensibilidade!

O sagrado feminino, o valor divino da mulher que se perdeu com o passar dos séculos dando margem ao machismo brutal da sociedade contemporânea, enraizado na intolerância religiosa. Eis a suposta razão de nossa desgraça; um total desiquilíbrio em todo o fluxo existencial da história.

Creio na superioridade da mulher em relação ao homem, este último sempre o bruto, o verdadeiramente fraco. Tradições mais antigas, muito anteriores ao cristianismo, colocavam o divino sempre em uma forma feminina, pois a mulher sempre foi a força criadora. Porém, guiados pela lunática ganância do imperador Constantino, a igreja reduziu a imagem da mulher ao insignificante estado de serviçal, parideira, e cuidadora, apregoando assim, com uma base distorcida de textos sagrados, a inferioridade do sexo feminino. Um conveniente equívoco já que a igreja nasceu em um concílio de não menos que trezentos e dezoito homens reunidos por este mesmo.

O mundo carece do resgate desse “sagrado”, um simples constatar que pode ser a grande solução. Vivemos um total desiquilíbrio onde o machismo destrutivamente impera. Os homens precisam parar de viver como ogros ignorantes e se colocarem a desenvolver a sensibilidade dentro de si mesmos; também serve para algumas mulheres que, por desprezar a beleza de seu sexo, sufocaram-se em suas mediocridades e hoje seguem vivendo sem um traço sequer de elegância.

“O homem feminino e a mulher guerreira”; cada sexo com o melhor do outro; o perfeito equilíbrio, a junção que os milênios aguardam. O macho ser feminino não necessariamente o faz menos homem, da mesma maneira que a fêmea ser guerreira não a faz menor mulher. Trata-se de evolução; refere-se a uma ímpar iluminação espiritual em uma parte dos seres humanos. Um assunto difícil e delicado que poucos se atrevem a dissertar e que sempre é atacado por espíritos jovens e fracos, ainda residentes nas sombras da ignorância.

O mundo carece de uma revolução; os humanos necessitam deste resgate. Agora, ao redor do planeta inteiro, estão surgindo crianças especiais, diferentes, espetaculares; a geração iluminada. Que se inicie a busca pelo equilíbrio! Que todos comecemos a nos sondar e resgatar assim a sensibilidade que o tempo nos roubou ou que nunca alimentamos. Até hoje desenvolvemos o corpo biológico; com o passar das eras alcançamos um estado espetacular. Chegou a vez do corpo oculto, o corpo espiritual. Se conseguirmos compreender estas questões tão simples e peculiares poderemos nos tornar um grande brilho para todo o universo.

O mundo perfeito não começará em um futuro, dentre milionários, milagreiros, ou revolucionários. O mundo perfeito começa hoje... dentro de você.


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