quarta-feira, 23 de outubro de 2013

363 - O fim do pesadelo

UMA REFLEXÃO ACERCA DO SUICÍDIO

A tristeza então sufoca, a dor é uma tortura, a esperança vaga nebulosa nos céus enegrecidos de uma vida. No entanto, pela lógica racional, nada deve ser motivo para entregar-se ao suicídio, afinal o nosso fim é inevitável! Simplesmente um dia morreremos, quer queiramos, quer não.

Em crenças espirituais o suicídio vem a ser o maior dos condenatórios atos; já pela razão uma das maiores estupidez. A bárbara tristeza que talvez sentimos há cinco anos hoje é apenas uma mera lembrança inconveniente que no máximo comprime o muculos facial de quem lembra e logo já se esquece. Valeria mesmo a pena este ter se matado? Não estaria o foco de vida projetado em algo errôneo?

De maneira alguma o foco de uma vida pode ser em outra! Todas as vidas, obviamente, são temporárias e frágeis; irão cessar pelo tempo ou em si mesmas. Logo, coisa ainda mais grave vem a ser projetar este foco na inconstância de um relacionamento. Casos, namoros, e até casamentos, apesar da afável maquiagem imposta pela sociedade brasileira estruturada na hipocrisia dos dogmas do catolicismo, são eventos complicados, dolorosos, e desgastantes, pelo que seu sucesso vem a ser algo ligeiramente improvável, apesar de também ser algo prazeroso, construtivo, e agradável. Sendo assim, fica certo que não se deve colocar todas as fichas em uma só casa, pois a roleta é grande! O certo é investir em várias áreas e nunca em apenas uma só! Se uma delas não obter sucesso ainda existirão outras para seguir em esperança. De acordo com minha pessoa estas “áreas” são compreendidas como os cinco pilares existenciais: relacionamento, carreira, amizades, família, e sonhos; existem cinco, portanto, apostar em uma só casa vem a ser tolice por mais segura que tal possa ser; todo império é propenso a falência.

São estas as verdades que suicidas devem se aperceber na esperança de retomarem o vigor. Alguns vergonhosamente ofendem a estes sem ao menos tomarem conhecimento do porque estão em tal estado, agindo assim, como crianças burras e cegas; egoístas que só ligam para o próprio nariz e estão condenados a uma vida infestada de frustrações, pois o amor, nem de perto, habita nestes, e com a ausência deste sentimento qualquer ser humano vaga como um zumbi capitalista desnorteado.


Que o foco de nossas vidas não seja apenas em um item isolado. Sigamos nos baseando nos cinco pilares da existência. Desta maneira nunca entraremos em depressão suicida, pois poderão quatro dos pilares desabar, mas um deles sempre será... Os sonhos! Para este o necessário é “esperança”, assim sendo, bem sabemos que ela é a última que morre.

2 comentários:

Clique aqui e comente!

Pesquisar neste blog