quinta-feira, 7 de março de 2013

353 - Traços de criança


Tenho meus olhares; eu tenho minhas luas
Eu canto minhas canções andando pelas ruas
As ruas de minha escuridão; nas calçadas da tristeza
Em minha cidade; um grito em vão! 
Lágrimas, a certeza!

A criança em mim chora nestes dias
Morreram os meus anjos, calaram-se as melodias
Na estrada Fernão dias,
uma parte de mim vai indo embora
E a criança não se cala; com gritos altiora!

Embora seja forte a inimiga armadilha
A estrela em meu nascer, eu sei, ainda brilha
A minha filha eu direi; fui forte, fui guerreiro
Contra todos eu lutei; enfrentei o mundo inteiro

Mas não importa o que eu faça, 
nada muda uma essência
Sou louco, amante, frio; 
envolto de indecência

Crescer eu irei e sigo firme na esperança
Mas seguirá comigo e para sempre...
Os traços de criança

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