segunda-feira, 29 de outubro de 2012

343 - Bullying: O efeito comprovado


Em uma reflexão acerca de meu passado, mudei minha opinião quanto ao Bullying; algo que sinceramente pensava não ter relevância. Percebi que hoje sou pé atrás com tudo e com todos; sigo minha vida com a guarda totalmente fechada como se a todo instante alguém estivesse pronto a me dar pedradas, embora isso há muitos anos não me aconteça.

Em contrapartida, tenho minha autoestima imensamente ferida e, por mais que eu receba elogios, sempre fico na defensiva ao ter que me evidenciar para alguém. Estes males vem de ações que ocorreram em minha infância, por outras crianças que, obviamente, não sabiam nem o que estavam fazendo.

Aos cinco anos comecei a usar um óculos de, sem exagero, seis graus! Um fundo de garrafa, nada conveniente, além de vez ou outra ter que usar tampões; fato que deixa todo tipo de ser um tanto o quanto estranho. Não obstante, além disso, meu dentes incisivos superiores eram exageradamente deslocados para frente, o que me rotulava por “dentuço”, Mônica, e esquilo; além dos nomes provindos de meus óculos: Quatro-olhos, fundo-de-garrafa, e por ai se segue.

Devido a tais fui forçado a criar em mim um escudo psicológico inquebrável e poderoso, o qual fez com que minha personalidade se tornasse forte e amplamente precavida. Isto ora me é favorável, ora me é terrível! Devido a minha eterna desconfiança de tudo, tenho a língua ligeira para confrontar de maneira destrutiva, o que afasta muitas pessoas de mim e me faz perder coisas e momentos muito agradáveis.

Agora, pois, encontro-me num caminho sem volta; pois assim é a vida! Não há como eu decidir: - Agora vou mudar! Serei um homem curado! – Impossível! Estes meus males foram gerados na infância, portanto são a base da minha estrutura psicológica; são patologias irreversíveis. O que me resta é seguir aprendendo a administrar estes males para que assim eu prossiga em uma caminhada feliz e saudável.

Finalmente digo que, mesmo que eu entenda a isso tudo e lute contra, sei que estas dores me seguirão... Por toda a vida.

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