sexta-feira, 16 de março de 2012

315 - Brilho eterno de uma vida passageira


Qual é a razão do seu “porque”? O que te faz feliz? Com que propriedade você pode falar: - É assim? Isso é errado! Temos que ser tal coisa! Tem que ser assim! - Porque? Pergunte-se porque! Quem ditou essas regras? E se foram ditadas que propriedade é essa que tem esse ditador para que todos devamos obedecê-lo? Porque achas tu que tudo o que acreditas é o mais concreto? O que faz você pensar que não está redondamente enganado? E se acaso não estiver errado estaria então com a razão? Razão? O que é esta razão? Seria a definição suprema do bem e do mal? Mas porque algo que é bom para você tem de ser também para mim? O teu bem pode ser o meu mal; meu mal pode ser o teu bem.

Agora cale-se! Estamos entrando no deserto do real! Veja! Está percebendo? Nada faz sentido! Nada é concreto! Tudo é remoto e mortal. Aquele que foi ontem, hoje já não é. Os beijos que me deram, hoje já se foram; não os sinto mais. As mulheres que deixei seguiram suas vidas, de maneira que tudo o que assim vivemos perdeu então o seu sentido. Porque começamos a construir uma historia se ela acabar-se-ia?

Beijos fogosos em madrugadas; lembro minha amada, seu sorriso. Vivíamos a paz do romance, o costumeiro ciúmes. Todos estes sentimentos se foram, perderam-se no abismo do tempo. Do que adiantou? Porque aconteceu? Quem sou eu? O que é real? Porque é real? Quem disse? Quem provou? Não há palavras diante a tal! Eis perante a nós... O deserto do real.

Agora, pois, vou suicidar-me já que cheguei a este ponto? De maneira alguma! Considerarei os momentos! Os casos de alegria, as possibilidades do tempo, o prazer a dois, a camaradagem sincera, o brilho eterno de uma vida passageira. Finalmente, veremos que a comunhão dos momentos forma nossa realidade! O que é a realidade? Cada um tem a sua.


*Filosofia - Adrian Mcoy

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