sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

273 - Síndrome da afetividade teatral (SAT)


Observa-se, quanto ao assunto em questão, pessoas que se dão em laço afetivo com outrem e assim, tão logo, estreitam a relação a tal ponto que este outro, o ícone B, passa a obter a certeza do interesse sentimental do portador da SAT. Desta maneira, movido pela incomum afetividade do portador SAT, o ícone B resolve investir seus sentimentos na relação, acreditando logicamente ter lucro em tal negócio, já que a situação parece mais do que favorável.
            É, porém, exatamente essa a subjetiva intenção do portador SAT, estruturada essa em seu desejo possesivo, existente devido a sua carência existencial, orgulho, e egocentrismo. Carência devido ao fato de, por julgar ter pouca coisa, desejar posses adicionais; orgulho, pois não se completa com aquilo que tem, almejando sempre um adicional; e egocentrismo devido ao pensamento egoísta em não se importar com os sentimentos de outrem, e indiretamente seduzir o mesmo apenas para ter a este como um profundo admirador de sua máscara de simpatia.
            A SAT se desenvolve no consciente da mesma maneira que um rei atua em sem reinado. Vai conquistando territórios para assim cada vez mais ter grandes e belas terras em sua posse, podendo ele visitá-la, abandoná-la, ou  até mesmo desfrutá-la quando bem entender. Um claro comportamento fútil de um covarde egoísmo assim originado no inicio da adolescência, influenciado por fatores da infância, quando o ser em questão se depara com suas primeiras escolhas sentimentais. O portador SAT, por sua vez, vê neste momento a possibilidade de não precisar conquistar a atenção de apenas um seleto grupo, e assim agir com seriedade para com este segundo os mútuos conceitos pré-existentes; acaba optando por escolher a todos para assim ganhar a atenção de toda a massa para se sentir a mais importante peça em todo o tabuleiro. Para que tal empreitada tenha sucesso, o portador SAT acaba por simular a todo tempo uma falsa simpatia para com aqueles que lhe tomam a atenção, na oculta e não admitida intenção de conquistar aquele outrem e assim indiretamente possuí-lo; não apenas para se utilizar desta fonte quando necessário, mas também para sentir-se importante diante a esfera universal, ou simplesmente no meio social presente.
            Concluímos que pessoas de afável aparência são muito mais propensas a portarem o SAT, pois tal síndrome tem bastante dificuldade para de desenvolver em pessoas desprovidas de beleza devido ao generalizado contexto social em que vivemos onde a embalagem sempre vale mais do que o conteúdo.
            A SAT é uma anomalia incurável devido ao fato de ter suas origens em fatores da infância, fase onde a estrutura psicológica de todo ser é arquitetada. Há, porém, um meio de prevenção a este maleficio, o qual é realizado ao apenas se fazer o portador SAT aceitar que é um portador.


- Parte da tese de psicologia de Adrian Mcoy

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