segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

265 - Kadabra: Os tesouros da magia (Melhores pontos)

- O dinheiro enche os teus bolsos, mas esvazia o teu coração. O dinheiro vem a ti, mas um dia logo se partirá! Já teu coração o acompanhará para sempre; porém, este seu fiel companheiro por ti é desprezado." Mr.Hillel - Kadabra

"Restou-me o vago desejo de ter sido, ao menos por um certo tempo, aquela sua tão estimada gaita, para assim, sentir os lábios daquela formosura deslizarem-se sobre mim... Certamente que assim, de mim sairiam as mais belas e afinadas notas musicais, as quais espantariam até os grandes mestres da música." - Paulo Istemihan - Kadabra

Era como sentir um abraço afável da escuridão... Era como viver um sofrimento agonizante e milenar, sentir estranhamente prazeres naquela dor. Um perfume do inferno, doce e sedutor, o qual de longe era temido, mas de perto... Desejado! Eis ali, a menina mais linda, porém, estranha, que eu conheceria em toda a minha vida. - Paulo Istemihan - Kadabra

Às vezes temos que sair de nossa limitada visão de vida e aceitarmos o incrível! Não sabemos de tudo! Concorda? - Saphira Ruffles - Kadabra

Ela, penetrando em minha alma... Sem seu jaleco vermelho; um tanto mais simples com apenas sua blusinha preta, toda molhada. Ensopada como seus longos cabelos negros e cacheados. Seus olhos agora brilhavam entre as águas que escorriam em seu rosto, serpenteando o mesmo até algumas deslizarem-se sobre aqueles tão jovens lábios... E foi assim... Que eu me apaixonei! Quantas vezes na vida eu desejaria voltar àquele cais, apenas para relembrar fielmente o mágico momento de minha juventude onde pela primeira vez eu me enlaçava nos fogosos braços da paixão. Lembrar-me de vê-la em sua misteriosa face, toda molhada, após a primeira das inúmeras genialidades que eu a veria realizando com o passar dos anos. Os gritos que vinham do navio ainda parecem rasgar o ar de alguma maneira! Ainda posso sentir o quão gelada estavam aquelas águas, contrárias ao seu corpo, o qual até hoje aquece as minhas memórias. Eu a amei quando menina, a amaria quando garota, e ainda mais quando já moça! De fato... Alguma parte de mim a amaria... Por toda a vida! - Paulo Istemihan - Kadabra

Eis que meus dias vem se chegando ao fim! Já posso ver o fim de minha jornada brilhando em meus horizontes; uma orquestra que lindamente tocou! Agora, uma canção frívola que já vem desafinado, e logo mais... O silêncio eterno. - Mr.Hillel - Kadabra

As paredes começaram a balançar; a luz se alterava para todos os tons de cores; o fogo das tochas parecia um bonequinho dançando todo feliz; meu amigo agora era um grande cotonete falante! Coisas do meu subconsciente deslocavam-se para meu consciente, e muitas coisas deste iam para o outro! Estava sob um delicioso delírio, onde os bloqueios mentais que todos temos... Não existem! Até andar era estranho! Sentia-me caminhando sobre uma enorme gelatina! Eu ouvia as muitas vozes ali por perto com ainda mais clareza, porém, ao mesmo tempo... Macabros sussurros, os quais eu ainda nem imaginava da onde vinham! Eu estava caminhando desorientado para algum lugar em minha alucinação quando, ainda sobre tal efeito, um lindo anjo de azas negras veio até mim. Tinha quase a minha altura e longos cabelos escuros. Pegou-me pelas mãos e me levou para onde muitos estavam indo. Vi em seguida mais algumas dezenas de anjos similares, criaturas estranhas... Até gnomos! Todos estes numa grande sala cheia de mesas. O anjo que me guiava sentou-me num banco rente a uma delas e afastou-se de mim. Fiquei ali parado vendo tudo a minha volta rodar e se desfocar numa incerteza delirante; num momento onde todo o significante da vida era apenas uma prazerosa loucura. Vi minhas imaginações se projetando ali mesmo em minha frente. Tudo era um misto de realidade e ilusão! E quando mais uma vez ia observando assustado as criaturas no local, vi que aquele anjo voltava-se a mim, e de repente, este fez um brusco movimento: - SPLAAAASH! – Jogou-me água na cara! Imediatamente regressei a realidade e o delírio cessou! Minha visão normalizou e voltei a ouvir os sons na frequência correta. A primeira coisa que atentei foi ao tal anjo que me despertou... Na verdade, era Saphira Rufles! A princesa dos meus encantos. - Paulo Istemihan - Kadabra

Peguei em suas delicadas mãos! Meu corpo jovem logo se esquentou! Aqueles olhos de princesa me intimidaram, pois neles havia algo fascinantemente sombrio que parecia poder assassinar a minha alma! Mas que fosse! Se acaso ela tivesse de ser a última coisa que eu veria nesta vida... Morreria feliz, admirando assim, uma das mais perigosas maravilhas deste mundo. - Paulo Istemihan - Kadabra

Acabaram-se as primeiras coisas e finalmente começaria o ritual. Dezenas de homens entraram no local batendo tambores! Tudo fora muito rápido! Foi pedido para que todos ficássemos de pé e tirássemos nossos sapatos, chapéus, e meias. Imediatamente apareceram mulheres elegantíssimas de chapéu comprido e vestes escandalosas; eram estas verdadeiras bruxas! Uma delas chegou a nós e orientou a mim e Saphira em como deveríamos nos posicionar... E tal coisa incendiou meu coração! A bruxa nos ajeitou, de maneira que eu e minha princesa ficamos abraçados fortemente com os braços cruzados sobre as costas um do outro. Deveríamos permanecer nos encarando! Quanto mais firme a fixação do olhar, mas forte seria a ligação de nossas almas. Os tambores rugiam num tom assustador e empolgante! As tochas formavam a iluminação agora mágica, a qual brilhava naqueles maravilhosos olhos acinzentados. Não fui estupido e a encarei firmemente! Não desviamos nossos olhares! Um prazeroso fogo queimava em meu coração, formando ali uma doce e eterna lembrança de minha juventude. A primeira bruxa partiu para outro casal e logo nos veio uma outra com um incenso aceso nas mãos. Esta olhou para os nossos crachás e começou a caminhar em volta de nós, dizendo nossos nomes normais e sagrados repetidas vezes junto a uma frase de encantamento. Vi nisto que o novo nome de Saphira fugia a regra devido a mesma ser uma princesa; esta chamava-se agora “Lady Ruffles”. Senti que a essência do incenso era certamente afrodisíaca, pois a mesma mexera demasiadamente com meus ânimos! Forte emoção vinha sobre nós! A escuridão! Os tambores! Aquelas palavras mágicas... Nossa troca de olhares! Em seguida veio uma outra derramando óleo sobre nossas cabeças, dizendo palavras numa outra língua. Mas mesmo assim permanecemos firmes nos olhando, quando, de repente, esta ultima desfez o nosso abraço e levou-nos correndo para metros dali. Haviam acendido uma enorme fogueira! Enquanto corríamos em direção a mesma, esta bruxa nos disse que a ligação entre minha princesa e eu já está consumada! Devíamos agora cruzar o fogo para que juntamente nossos corações se incendiassem, e assim, nossas vidas e poderes misturar-se-iam para todo o sempre. Um dia, tornar-nos-íamos filhos do fogo, portanto, desde já, o fogo não nos queimaria. A bruxa nos soltou e continuamos correndo, e assim, entramos corajosamente dentro da enorme chama! .....................................................! Incrível! Não senti nem sequer calor! Embora tivéssemos cruzado o mesmo rapidamente; no entanto, devido a como estávamos e ao tamanho da fogueira, alguma coisa era para ao menos pegar um certo fogo. Talvez realmente este não mais nos queimasse! Mas queimando ou não, quanto a mim e Saphira, uma coisa agora era certa... Nossas vidas estavam unidas para sempre! - Paulo Istemihan - Kadabra

A partir daquele momento, eu veria a vida com os olhos dela, e ela veria a sua com os meus; com isso, um dia, nossas mentes, almas, e espíritos, ficariam em paralelo, juntos amadurecendo e nos tornando assim, romanticamente... Almas gêmeas! Para sempre eu seria uma parte dela; para sempre ela seria uma parte de mim. - Paulo Istemihan - Kadabra

Ficamos vários minutos por ali, ao Deus dará, naquele troço pequeno, iluminado apenas por uma luz azul. Pensando algo iminente que se referia ao fato de nada acontecer, conclui que certamente morreríamos, talvez asfixiados, pois o ar já estava bem abafado. Não compartilhei, pois, esta minha neurose, para não por meus colegas num desespero ainda maior do que já estavam. Mas de repente... As cápsulas começaram a se movimentar! E não era por causa do motor, pois o mesmo fazia barulho! Fomos, todas as cápsulas, nos movimentando cada vez mais rápido enquanto meus colegas, inclusive eu, gritávamos desesperados! Tive a certeza da morte quando lembrei-me do que seria aquilo segundo os relatos dos veteranos... Um rodamoinho gigantesco! Era isso que estava nos puxando! E era por isso que o navio não podia estar ali! Era por isso que navios e aviões sumiam naquele ponto, pois a força que vinha daquilo puxava a tudo que estivesse por perto, o que incluía também nas alturas! Ficamos, eu e Max, socando as paredes feito dois retardados, em vão, logicamente! As duas garotas berravam de tanto chorar! O outro, que era um menino, só parecia um pouco tenso. Este também já era um Ganchorem, obviamente! O barulho era altíssimo! Percebi que estávamos seguindo o fluxo do rodamoinho, contornando o mesmo cada vez mais rápido! E seguíamos! E seguíamos! Estávamos agora na borda do grande buraco que o mesmo formava, o qual mais parecia um precipício por causa da altura do mar! Sentíamo-nos a beira da morte! E assim... Fomos imediatamente sugados, de maneira que, ao descermos centenas de metros, lá, no chão, nas profundezas, algo enorme brilhava tão fortemente que sua luz até penetrava na matéria da cápsula, iluminando a tudo, tanto que pude perceber ser aquilo que nos puxava, sendo que fomos logo arremessados contra isto até que um flash sinistro nos sobreveio, e o som, enfim... Cessou! .................................................................! Por algum motivo, após o flash, ficamos todos atordoados. Não havia mais barulho; não havia mais nenhuma força nos puxando. Estávamos ainda nos fundos de um oceano. Por um instante pensei que estivéssemos mortos! Logo começaram todas as cápsulas a boiar e voltamos assim à superfície, quando de imediato as cápsulas se abriram como inicialmente estavam... Porém! Vi que não estávamos mais no mesmo lugar! A primeira coisa que notei foi a lua, a qual era sinceramente dez vezes maior do que a normal; uma coisa absurdamente maravilhosa! Uma projeção encantadora de sua luz rasgava o mar desde os horizontes até onde estávamos. Enormes, lindíssimas, e incontáveis auroras formavam um espetáculo incrível indo de um lado para o outro, tingindo de luz toda a atmosfera num fenômeno inacreditável de tão belo sobre algo que parecia uma película que envolvia toda a imensidão do céu majestosamente estrelado. Vi lá no horizonte, nas alturas... Uma ilha flutuante! Prédios enormes haviam sobre a mesma com centenas de janelinhas de apartamentos com luzes acesas. Vi também, nos arredores, em terra firme, outras ilhas! Senti meu corpo diferente quando, enfim, a capsula se abriu, e aquele ar, tão puro como eu nunca antes eu havia respirado, entrou! Comecei até a chorar de tão maravilhado com tudo aquilo que eu havia tido a certeza de que era apenas uma lenda! No entanto... Era uma linda realidade! Começava ali a minha nova vida! Começava alia grande jornada! Eu estava diante a um magico, misterioso, e apaixonante mundo! Finalmente havíamos chegado... Em Hullafrols! - Paulo Istemihan - Kadabra

Nascia ali o grande vício de minha vida. Eu precisava sentir a sua presença! Necessitava daquele doce sombrio envolvendo minhas fantasias. Eu desejava o pesadelo que vinha de seus olhos. Eu a desejava, pois era ela uma parte de mim, ela me desejava, pois era eu uma parte dela. Jamais ela transmitir-me-ia tal desejo, mas devido a sobrenatural grandeza daquilo, eu podia sentir mesmo em meu discernimento imaturo... Eu, de fato, habitava em seu misterioso coração! Talvez eu fosse ainda um mero hospede que residia em um quartinho ralé dentre as delicias da fortaleza que batiam em seu peito; mas ela, porém, já vinha se tornando a simbólica dona de tudo o que me pertencia. - Paulo Istemihan - Kadabra

Ali eu percebi que deveria começar a escrever meus sentimentos, pois os mesmos já não cabiam mais dentro de mim. A ela eu escreveria sonhos de poesia, adocicadas declarações, afáveis romances, sendo que em tudo isso ela sempre seria a base de toda a minha inspiração.- Paulo Istemihan - Kadabra

Pareceu-me naquele momento que o doce hálito daquela beldade penetrara como um sopro de prazer em meus ouvidos, pois tal imediatamente me arrepiou! Ela exalava um forte perfume de flores o qual manifestava a vontade de o sentir por horas! Era um pouco mais alta que eu; corpo perfeitamente estruturado e formoso, de curvas sensualmente espantosas; loira de cabelos até os cotovelos, presos num rabo de cavalo, com as franjas soltas; lindos olhos verdes de cílios tão perfeitos que pareciam até maquiados. Estes possuíam o poder de paralisar qualquer homem, fazendo o mesmo desejá-la a tal ponto deste até cometer um assassinato se a mesma assim o pedisse! Usava um lindo vestido prateado como a lua, de considerável transparência, inteiramente aberto ao lado das pernas; havia um cinto com algumas coisas nele. Uma atmosfera inexplicável de prazer envolvia a mesma, assim como todas as outras fadas que por lá existiam. Suas azas não eram tão grandes como a louca sedução que nela habitava, mas eram lindamente douradas... Brilhantes como as suas delícias. - Paulo Istemihan - Kadabra

Mas que estranha e impiedosa era aquela solidão que eu sentia? Muitíssimos tambores de aço estrondavam alto o alegre som do Calipso, porém, mais alto ainda gritava o meu coração, que ardia assim em uma solidão impiedosa... Cautelosa em seus aguilhões! Os corações em minha volta pulavam numa incerta alegria, louvando assim uma felicidade inócua a qual eu ainda não entendia ao certo sua razão. Eu, ainda não humilde, me senti uma peça de ouro tentando me encaixar num enorme quebra-cabeça enferrujado. Assim segui, como um embriagado em minha própria solidão, dançando por não poucos minutos as sombrias valsas de minha íntima carência. - Paulo Istemihan - Kadabra

A principio estranhei o simples fato de eu parecer ter me esquecido do que havia feito segundos atrás, e assim, me lembrando em seguida. Percebi que aquela sensação não parava! Comecei a me esquecer dos segundos anteriores, e ficar assim lembrando deles apenas segundos depois! Como quem esquece e se lembra; esquece e se lembra; sucessivamente! Tal coisa com o passar dos minutos fora ficando tão intensa que eu tive a sensação de que poderia esquecer-me de tudo! Comecei a pensar que talvez eu fosse sair de mim mesmo, ou até enlouquecer! Uma horrível ansiedade viera sobre mim, pois eu não queria, de jeito nenhum, que minha mente fosse assim abalada! Comecei a olhar para algumas coisas e a simplesmente duvidar se elas estavam mesmo ali, ou se era apenas uma impressão! Imaginação e realidade pareciam estar se fundindo, transformando-se num aguilhão fatal, o qual, pensava eu, logo me mataria! Logicamente, eu percebi... Era o efeito da maldita erva! - Paulo Istemihan - Kadabra

E assim dormimos lado a lado, como aqueles que aguardam pelo despertar da juventude para assim vivenciarem a maior paixão do mundo! Aqueles que num segundo eram crianças sorridentes a brincar nos labirintos da inocência, e no futuro, tornar-se-iam desbravadores das delícias do amor! Aqueles que veriam o tempo se passar, dissolvendo-se como areais entre os dedos da maturidade! Mas em verdade, o tempo se passaria, mas aquilo que carregavam no coração... Jamais se acabaria! Eu já sentia! Minha morte seria a sua morte! Minha vida era a sua vida! Uma certeza repentina e infantil! Talvez uma projeção a preencher o meu vazio! Mas a história que começou naquele navio provar-se-ia anos a frente! Perdidamente e loucamente eu me veria apaixonado; em meu passado e também no futuro! Naquele escuro tive sonhos ao lado dela! Talvez com ela, talvez não! Mas já sabia que a maior fantasia... Já habitava em meu coração! Minha criança princesa! Meu fogo! Minha paixão! Minhas delícias da escuridão!

- Desespero, angustia, solidão, dor, lágrimas... A morte iminente! Sussurros estranhos... Gemidos do inferno! Muito baixos! Pareciam serem coisas de minha cabeça. Uma sensação de estar se caminhando por um riacho de sangue foi-me muito clara por alguns instantes... Tive muitas certezas de que bem ao lado alguém me observava! Tremendos sustos! Mas não era ninguém... Ninguém que meus olhos podiam ver. - Paulo Istemihan - Kadabra

- Tuas mãos, perfeita princesa das trevas, apesar de serem belas marionetes de delirantes prazeres já por mim testemunhados, não tocarão neste dai! Pois eu o reivindico para mim mesmo, e assim lhe ordeno segundo a tua própria vida, a qual me deves!
- Quiem usted demasiadament sonhas a dirigir-me questas halabras, hipócrit del la luz? - respondeu Ágata em sua frieza e exótico sotaque, num tom que denunciou-me um íntimo carinho pelo rapaz, apesar de querer muito escondê-lo.
- Louca delícia da noite! - riu Giovanni levando uma das mãos a boca, engolindo assim, alguma coisa - Terei então de arrancá-lo de ti, ó, mel de minhas madrugadas? - tirou algo semelhante a um punhal de seu cinto. A multidão se alarmara.
- Nem mesmo confabule questa tentativa, erran...
- Ligeira rapariga dos apetitosos jardins! - seguia ele - Eu e todos aqui podemos ver mui claramente o frágil escudo que lhe protege! Me responda, pois! Porque não podes ver o meu? - sorriu com orgulho.
- Porque vossos escudos son espirituais, ellos sufocam vossa alma, aprisionando-lhe a questa su covarde vida de hipocrisias!
- Renda-te! Ou yo explodo su ton aloprada cabeça!
- Eis que não me renderei! Pois a ti já venho estando rendido já há muito tempo, ó, meu doce das sombras! *Giovanni Redcliff com Ágata Princeton - Kadabra

- Ela é o mais puro doce sobre as mãos do Senhor! É a portadora do amor; do mais gracioso sorriso! Ela te leva ao paraíso se assim você deixar! Não meu amigo! Não queira se apaixonar! Pois assim como o meu, o teu coração vai se machucar! Vai chorar! Vai gritar! Vai a todos lamentar! Nem de dia, nem de noite! Ninguém vai lhe escutar! Ninguém entenderá uma paixão tão insana! E você dirá que a ama mesmo não sabendo a razão! Teu coração ficará fascinando! Acorrentado a um vicio tortuoso! Maravilhoso! Sentimento tão gostoso que, por ela, ainda sinto! Eu minto aos que digo: Já estou sarado! Pois eis que sigo apaixonado e desnorteado agora estou! Tenho comigo os anjos da escuridão a me saciar; mas eis que vou lhe confessar: Trocaria tudo o que tenho para tê-la como namorada! Meu doce, Michelly Princeton... O anjo de Nevada! - Giovanni Redcliff - Kadabra

Ela foi o maior dos baseados que já fumei! De maneira que os anos se passaram, mas até hoje estou brisando! - Giovanni Redcliff - Kadabra

Sou uma estrela errante a caminhar em busca da suprema verdade! Eis que essa eu ainda não encontrei, e por isso, vivo sem conhecer a paz! Paz eu encontro quando nos braços de uma bela mulher, e esta sim, faz-me conhecer a verdade! Esta... A única verdade que parece existir, e um dia também aprenderás! A verdade, o sentido, a razão... O amor! - Giovanni Redcliff - Kadabra

Pois vós, amados, não são meros bruxos da periferia da magia, regida por autores loucos de insana imaginação, os quais confabulam delícias e maravilhas para assim anexarem multidões aos seus próprios dogmas. Lembrem-se: Vocês pertencem a alta-escala da magia universal, e por isso, serão portadores da sã e mais perfeita doutrina estruturada nos mais nobres mistérios ocultos pelos milênios deste cruel e remoto mundo. - Prof.Bernard Clovalske - Kadabra

A realidade, na verdade, não passa de um conceito subjetivo, o qual, por assim sendo, é o instrumento que um indivíduo se utiliza para findar uma razão a sua existência, e assim, estabelecer parâmetros pré-formulados, a fim de fundamentarem os dogmas que sustentam tal assunto. Cada ser cria em si mesmo a sua própria realidade. Para alguns, o maravilhoso é o azul, já para outros, na verdade, é o amarelo. Tudo depende da formação psicológica de cada ser, os quais, sem saberem, são escravos da escuridão de seus próprios inconscientes, que de tão poderoso e astuto, cria no ser a ilusão de que este age por si mesmo, em liberdade, e que jamais é controlado pelas sombras de sua própria psique. Logo, a preocupação quanto ao desconfiar de sua própria loucura vem a ser uma das maiores tolices, pois, se analisarmos cruamente, loucura não existe! O que existe, de fato, é uma percepção diferenciada, da totalidade populacional, da realidade em si mesma. Ou seja, alguns encaram nossos pesadelos como prazeres, pois, para eles, as nossas sombras podem ser luz, assim como a nossa luz, para estes, possam ser sombras. Tal coisa, é claro, vem a ser tachada como absurdo! Mas isto acontece simplesmente pelo pré-conceito fundamentado em todo ser, o qual, por viver a vida inteira dentro de um engessado parâmetro social, encara tudo aquilo que se diferencia disto como “loucura”! Logo, a loucura nada mais é do que a ignorância de um limitado intelecto, o qual, por não assimilar tal compreensão de realidade, tacha tal coisa como errônea e deficiente. Finalmente, se você está vendo e vivendo em um mundo mágico, é porque esta agora é a sua realidade, e é somente com esta que você deve se preocupar, pois a sua vida... É você quem faz! - Paulo Istemihan - Kadabra

Ela era o amor que flutuava sobre mim até mais lindamente do que as fantásticas auroras que planavam na escuridão da alva do mundo oculto. Era a menina que agora via a vida com os meus olhos; eu era o menino que agora via com os seus... Olhos da escuridão... A solitária moradora de meu tão carente coração. - Paulo Istemihan – Kadabra

Hoje, meu coração já não bate, mas eu vivo os prazeres da morte; delicio-me com o doce das sombras! Já não há sonhos, pois já não durmo! Na verdade eu vivo um sonho, no qual nunca irei acordar! Até o meu falar se alterou! Meu amadurecer se acelerou; fui presentada pela escuridão. E eis-me aqui... Novamente junto a ti! - Saphira Ruffles – Kadabra

Meus olhos, que antes eram os dela, agora encaravam os olhos da morte; as janelas do prazer sombrio; o portal de delirantes pesadelos. Seus delicados dedinhos, agora tão frios... Deslizavam-se sobre meu rosto inocente, surrado ao vento... - Paulo Istemihan – Kadabra

Senti-me mais perto dela como nunca antes me sentira tão perto de alguém! Vivi a incrível sensação de parecer ter o espírito tocado! Ela parecia acariciar a minha alma! Parecia poder acessar o meu coração! E se isso o fizesse... Ela, certamente, encontrar-se-ia consigo mesma. - Paulo Istemihan – Kadabra

Logo, encarei seus olhos, apaixonado, e vi que eles me olhavam da mesma maneira. Ela deu um curto sorriso, denunciando-me sua fragilidade e sentimento. E foi assim, com uma imensa alegria, que finalmente... Eu provei dos lábios das trevas! - Paulo Istemihan - Kadabra

O frio de seus lábios eram ainda mais gelados que a sua essência. Um frio que em mim se convertia num desértico calor à incendiar meu coração. Um momento onde eu começava a conhecer a sua intimidade... As primícias! Um passo para o seu tenebroso mundo de delicias. - Paulo Istemihan – Kadabra

- Aprenda uma coisa tão linda criança: Você só pratica um mal se você não for superior a ele! Teu rei, achando-se superior a tudo, humilhou-se em si mesmo ao perceber que não era maior que seu próprio orgulho! O sinete da perfeição que tanto maravilhava as galáxias viu-se abaixo de um simples e estupido sentimento. Logo, foi deste gesto miserável que sua queda procedeu-se. Sendo assim minha estimada, um dia estes teus caminhos de doces fantasias serão o prazeroso atalho para a vossa perdição! Em teu próprio orgulho encontrarás com a desgraça, a qual já vem se anunciando pela atual cor de seus olhos. Assim como o grande inimigo, por almejar em sua vaidade as alturas, irá padecer na escuridão do abismo. De mim mesma virá aquela que no último momento poderá lhe salvar; cuide, porém, que este teu desprezível orgulho não lhe faças perder a vossa última chance. - Michelly Princeton - Kadabra

- Vistes bem! Ao menos sequer conseguiste relar em nós! Dificilmente vós tocai-nos! Jamais pisastes em nosso solo! Todavia, tocamos quando bem entendemos em tua raça, e pisamos tranquilamente em solo mágico! Entenda: Maior é Aquele que está conosco do que aqueles que convosco estão! - Michelly Princeton - Kadabra

Sempre me ver certamente lhe será impossível, contudo, poderás me sentir eternamente em vosso coração! - Michelly Princeton - Kadabra

Na escuridão... Entre a paz dos vultos e o breu, de repente, uma luz que se molda a forma de uma garotinha! Uma garotinha que lhe sorri sem mover os olhos.... Uma garotinha que chora sangue... Uma garotinha que vira o pescoço para trás, e volta a frente pelo outro lado, completando um circulo inteiro, num ato sinistro! Uma criança de vermelho com os olhos sangrando... Olhos que viram demais... Que comtemplaram o que não se devia! Olhos que agora me viam! Me seduziam em pesadelos! Eu precisava correr! - Paulo Istemihan - Kadabra

Desespero, angustia, solidão, dor, lágrimas... A morte iminente! Sussurros estranhos... Gemidos do inferno! Muito baixos! Pareciam serem coisas de minha cabeça. Uma sensação de estar se caminhando por um riacho de sangue foi-me muito clara por alguns instantes... Tive muitas certezas de que bem ao lado alguém me observava! Tremendos sustos! Mas não era ninguém... Ninguém que meus olhos podiam ver. - Paulo Istemihan – Kadabra

Ela não tirava seus olhos de mim; não havia brilho neles, apenas solidão, apenas a morte, apenas a dor de uma tragédia. Ela me fez um aceno de adeus, porém... Esta sua mão... Caiu! E pareceu jorrar sangue de seu braço numa quantidade incomum! Levantou-se da Pedra em que estava... Ela chorava lágrimas de sangue! Mas neste levantar... Seu tronco arrancou-se das pernas! Ela vinha até mim, arrastando-se, sem pernas e uma das mãos... Um mar de sangue formava-se ao seu redor! Uma atmosfera de sofrimento! Um desespero! - Paulo Istemihan - Kadabra

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