quarta-feira, 21 de setembro de 2011

210 - Escravos do desejo (Tese do livro "A bruxa de Nevada")

A tese de Michelly Princeton

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Tese de conclusão de curso
Colégio Balahulkan - Yerushalayim - Hullafrols

Tema: Escravos do desejo
Autor: Michelly Princeton
Família acadêmica: Maguetzi – 490
Elaboração: 18/01/489 - 21/3/490

Dedicados aos ilustres:
Ágata Princeton, Giovanni Redcliff, Thomas Jackson, Katerine Lakers, Paulo Istemihan, e Camila Barison.

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Sumário

Canto I: A projeção sentimental
Canto II: A complexidade dos fatores psicológicos
Canto III: A ilusão do amor; o sentimento possesivo
Canto IV: A debilidade humana sob a misericórdia divina
Canto V: Escravos do desejo



Canto I:
A projeção sentimental

Naquilo que tange a estabelecida decisão de um ser ao dar-se em relacionamento afetivo de característica compromissada com outrem, analisemos pois, a raiz que fundamenta o conjurar de tal decisão livre e subjetivamente arquitetada.
Devido a carência incumbida a cada ser, muitos, segundo subjetivos fatores psicológicos, vivem com considerável tendência em projetar símbolos aos diversos fatores da vida. Moradores de barracos em remotas favelas do ocidente simbolizam o fato de que estão em tal situação apenas de passagem, pois logo partirão para a sua imaginária terra prometida. Confabulam assim, tal projeção, a fim de mascararem a própria realidade, maquiando a mesma com os devaneios de suas imaginações, a qual, segundo sua abrangência, vem a transmitir tais fatores ao inconsciente e este acaba aceitando tais ideias como verdadeiras. - A maioria, mais sensata, porta a noção de sua mentira, escondendo-a, porém, nas profundezas de seu intimo; já outros, relevam tal coisa como absoluta verdade! Vivendo como alucinados, ou compulsivos portadores da mentira. Dada tal projeção, sendo esta material, deriva-se, pois, a projeção sentimental!
Encontra-se, com base em pesquisa já registrada no Supremo Conselho de Hullafrols sob registro n°12.637 sob autoria de Michelly Princeton, o fator iminente que em grande parte dos conjugues, o amor, peça essencial a toda relação, não existe, ou jaz em misera escassez! Logo, ao que se deve o persistir de tal envolvimento dúbio? Partamos pois, a reposta a tal quesito:

Prosseguem no erro devido a carência existencial humana (expressa mais detalhadamente ainda nesta), que vem a forçar o individuo a desenvolver símbolos para sua própria relação a fim de justificá-la e acometer-lhe a si mesmo um desencargo de consciência. O ser em questão passa a não amar o conjugue por si mesmo, mas sim o próprio sentimento de amor. Agrada-lhe a questão de pensar estar amando, vivendo assim uma doce paixão. Amam o sentimento, usando o individuo apenas como um símbolo para lhe findar tal realidade. Assim agindo, passam a confundir os fatores, pensando assim amarem, de fato, o parceiro. - Muitas vezes por não compreenderem estas coisas.
Isso se manifesta devido a complexidade dos fatores psicológicos existentes em cada ser, que será expresso nesta, no canto a seguir.



Canto 2:
A complexidade dos fatores psicológicos

Anexemos de antemão, em pauta simbolicamente afixada, os principais fatores psicológicos do ser humano no que tange o tema desta. São estes: Carência, avareza, medo, vaidade, e solidão (Considerando e anexando apenas as primeiras letras de tais fatores, obteremos a palavra “CAMVS”).
Consideremos pela iminente realidade que o os seres humanos são um eterno atrito de sentimentos e dúvidas. O fator CAMVS torna o fato de se obter o “equilíbrio perfeito” algo praticamente impossível! O CAMVS é eterno em todo ser, de maneira que aqueles que aparentam viver livres de tais, apenas aparentam! Adquiriram maturidade com o tempo e hoje apenas conseguem mascarar tais fatores, pensando em si mesmos que não mais possuem tais, o que parte contra a natureza humana, ao passo de que, se em erros fomos concebidos, em erros viveremos; á completar que, do contrário a isto, relata-se que existe o perfeito, sendo tal um lógico absurdo.
O eterno atrito CAMVS entre si mesmo vem a fundir-se com as dúvidas da vida. Encontra-se, pois, a razão da imensa maioria dos erros humanos, os quais, por nem se darem conta do complexo que são, perdem-se em diversas confusões e fatos ilusórios.
Salomão, Rei em Israel (Reinado 971 a.C.- 931 a.C.), diz em seu livro intitulado como “Eclesiastes”, anexo este a Bíblia Sagrada, o seguinte:

Aquilo que é torto não se pode endireitar; aquilo que falta não se pode calcular.
Ec. 1;15

Relevando tal, conclui-se o evidente! Os problemas que permearam um ser em tempos antigos, fundamentando assim a passada característica, absolutamente nunca serão resolvido! Tal coisa poderá ser apenas controlada ou sufocada no íntimo da pessoa em questão, ressaltando que tais debilidades vem por estruturar a psique comportamental do individuo, caminhando o mesmo com o esta por toda a extensão de sua vida, não podendo tal ser desfeita, pois refere-se a um pilar comportamental, o qual nunca poderá ser deletado, apenas sufocado como já dito.


Canto 3:
A ilusão de amor; o sentimento possesivo

O CAMVS se estende em adversidades! Devido a tal, principalmente pelo fragmento “carência”, vem a pessoa a confabular um “amor” em relação a outrem, enganosamente, porém, supondo tal! Tal sentimento envolto da nobreza nomenclado “amor” é alvo de confusões e errôneas conclusões, ao passo de que é mui facilmente confundido com o “sentimento possesivo”. Finda-se o pensamento de que se ama tal indivíduo, dando-se ao erro, pois tal sentimento não provém de amor, mas sim da avareza do ser; um sentimento de posse! O fato de possuir um ser para si mesmo (simbolicamente falando) estabelece na consciência do proprietário uma ilusão de segurança, a qual abrange-se pelo fator consumista, no qual o consumidor passa a ter sempre disponível a si mesmo o “alimento” que sustenta sua razão existencial.

Fica, porém, descabido de credibilidade a ideia em questão devido a espontânea e iminente negação de praticamente todos os seres ao se depararem com tais palavras, por aparentar a principio um fato absurdo o qual estes nem ao menos o percebem em seu intimo.

Constata-se que “amor” é um sentimento raro, sendo a grande maioria das relações estruturadas por um sentimento possesivo, o qual transmite errônea e perfeitamente a ideia do supremo sentimento, confundido assim a grande massa vivente, a qual nunca chegará a admitir tal coisa devido a carência íntima intrínseca em cada ser, o medo, e o sentimento de posse, o qual acaricia constantemente o ego da pessoa em questão.

O ser humano porta uma tolice em sua raiz psicológica efêmera de sentido! Consideremos o fator “traição”, e assim, vejamos o quão poderoso e presente é o sentimento possesivo.

Pessoas anexadas a uma relação de anos de existência chegam a desmoronar tal coisa simplesmente por tomarem conhecimento que o conjugue praticou o ato de beijar com uma outra pessoa. A raiz do ódio manifesto pelo suposto traído ao se deparar com tal verdade provém do egoísmo enxertado na estrutura psicológica do ser. Tal debilidade é generalizada, sendo esta amplamente reprovada de veracidade pela grande maioria por desconhecerem tais profundezas intelectuais. Tal egoísmo pertence a natureza do ser humano, tendo eles este quesito de maneira moderada ou ampla, segundo sua formação psicológica. Possivelmente o ato de beijar ou transar com outrem em relação ao conjugue, proporcionou-lhe prazer e felicidade, logo, torna-se equivocado o comportamento raivoso e destrutivo do suposto “traído”; afinal, se o mesmo diz “amar”, irá sempre querer o melhor para o alvo de suas paixões. Agora, pois, agindo contrariamente a tal ideia libertina, nota-se o uso do egoísmo no que tange o fato do “traído” querer o conjugue apenas para si, exclusivamente.
Evidentemente, tal comportamento infiel, se generalizado, em questão de prática, chega a ser uma desconsideração para com o conjugue, devido ao menosprezo da fonte de prazer que este dispõe. No entanto, se tal fato dar-se de maneira isolada, na realidade o sentido destrutivo de tal só passará a existir devido ao egoísmo, o sentimento possesivo do parceiro conjugal assim dito “traído”.

*São estas ideias complexas, as quais exigem uma libertação mental demasiadamente profunda, sendo apenas, porém, rejeitada ou mal aceita por pessoas ainda despreparadas de entendimento.



Canto 4:
A debilidade humana sob a misericórdia divina

O ser humano, por si mesmo, constitui-se de um agregado de sentimentos e ideias em demasia. Logo, necessita-se compreender a predisposição ao erro que todos estes podem vir a ter devido a tais fatores, os quais geram-lhe o medo e a dúvida acerca das inúmeras questões da vida. Todo ser não nasce, nem nunca será programado a fazer apenas o correto! Estes são indiretamente controlados pelas sombras de sua psique, a escuridão do inconsciente, o qual é estruturado a partir das mensagens que lhe foram enviadas no decorrer de sua vida. Logo, muitas das escolhas e atitudes que um individuo exerce não derivam de sua vontade consciente, mas sim da inconsciente, local em que se encontra armazenado as informações traumáticas de cada um, os quais, muitas vezes, nem eles mesmos o sabem.

Relevando o fator iminente desta percepção agora mencionada a partir de uma analise simplesmente humana, consideremos assim, a visão divina sobre tal assunto, em dirigido assunto àqueles que utilizam-se do termo fé em tal questão. Veremos que o complexo divino, evidentemente, se encontra estratosfericamente além da capacidade intelectual humana. - Fato consumado ao analisar-se a complexidade dos fatores existentes. - Logo, torna-se intangível supor-se que tal complexo divino indispõe do fator chamado “misericórdia” para com a humanidade, assim como torna-se inválida a suposição de que tal coisa é em pequena parte. O Ser que a tudo criou, evidentemente, compreende a debilidade humana mais do que a todos os seres existentes, simplesmente porque todos estes foram por ele criados. Justificando tal ideia apresentada, retoma-se o que Jesus Cristo (a personificação humana do divino, segundo a crença cristã), expressou em certo momento de sua vida, registrado no livro de Mateus, anexo a Bíblia Sagrada:

“Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.”
Mateus 18;21,22

Fica nisto, expressa e comprovada, a diretriz subjetiva que o complexo divino respalda sobre a questão da debilidade humana. Se deve-se caber ao homem perdoar de tal maneira, quanto mais cabe ao Supremo tal fator. O contrariar de tais argumentos vem a ser uma afronta ao divino, ao posso de que, ao contrariar esta, automaticamente o mesmo estará deixando indiretamente suposto que a misericórdia humana é ainda maior do que a do Supremo.

Em relação aos ateus apresenta-se, pois, a questão da “relevância”. Partindo do mesmo principio já dito da complexidade emocional de cada ser, faz-se necessária a misericórdia para com todos a fim de se viver em paz para com os semelhantes, tendo como certo em seu intimo que, assim como o eu subjetivo apresenta falhas de um certo tipo, outrem, evidentemente, apresentara falhas neste mesmo ou em algum outro, por mais absurdo que seja. Ressaltando que cada ser é individual e apto a apresentar problemas dos mais diversos tipo, cabendo aos seres a mansidão e relevância a encarar tais fatores.

Canto 5:
Escravos do desejo

Como a raça humana pode se considerar inteligente se a mesma é escravizada pela mediocridade de seus próprios desejos? *Cancelo agora a formalidade cientifica a fim de expressar fatores íntimos em primeira pessoa, intentando assim, utilizar-me de mais veracidade em meu relato final.

Eu, Michelly Princeton, sempre fui conhecida no que tange a abstinência sexual, devido a, por desconhecer tal coisa, menosprezar o ato, taxando-o de sujo, pervertido, e imoral. No entanto, as geniais ideias e sobrenatural sedução apregoada em mim através do jovem Redcliff, já vindo esta de anos passados, colocou-me em cheque no tabuleiro da incerteza de maneira a defraudar minhas convicções no que dantes tangia meu celibato, manifestando em mim um desejo tal, o qual passou a lutar violentamente contra os pilares de minha fé, constituidores de meu comportamento erroneamente dantes tido por mim como “santo”.

Ao enfrentar uma temporada de sérias crises espirituais e incertezas quanto a minha fé, dei-me ao descaso para com tudo, entregando-me as drogas e bebidas, juntamente ao sexo com o jovem já citado. Todavia, devido a questões afetivas que manterei em sigilo, tal relação não prosseguira. Coincidentemente, quase que paralelamente, neste meio tempo vim a conhecer um jovem das terras de Red Bluff - Califórnia - Outside, portador de uma aura de luz estratosfericamente fantástica, sendo esta umas das doze auras mais poderosas de toda a face deste planeta, estando ele ainda totalmente inconsciente de tal; aquilo que um destes não tem, o outro o tem, de maneira que se completam se unidos em um só, o que, de

fato, tornou-se uma realidade. Aconteceu-me que, devido ao porte sedutor e imensa luz habitante neste, apaixonei-me perdidamente por tal, ao passo de que, ao presentear-me com seu primeiro beijo, tão logo obtive a certeza de que entregaria meu corpo totalmente a tal segundo o súbito enlouquecer que em mim fora despertado quando tomada pelo mesmo. Eu, a dantes de confesso celibato, uma das mais altas portadoras do poder profético em toda a imensidão do mundo, a tricampeã do premio Agnus de irrepreensibilidade e postura; entreguei-me inteiramente a tal!

O sexo é uma das coisas mais poderosas e envolventes que existe por entre a humanidade. Ao simples aproximar de seres de sexo oposto, o confabular do ato já se origina, não praticando tal, eles, devido aos diversos símbolos sociais, tais como: Honra, educação, e medo; fatores invisíveis e que na verdade não existem acabam por invalidarem a manifestação prática e direta do ato. No entanto, os símbolos sociais, acerca dos cristãos, devem ser piamente relevados, pois interligam-se a mandamentos do Senhor da fé dos mesmos no que tange a questão da honra ao copo, sendo este o templo do Espirito Santo segundo a fé destes, expressa assim pelo Apóstolo Paulo em sua primeira carta aos Coríntios anexa a Bíblia Sagrada.

A atração carnal põe em cheque a sustância da fé do individuou. A iminente possibilidade de poder perder uma situação de delícias devido a crença em uma incerteza (pois assim o é devido a fé ser necessária), passa a transmitir ao desejo um poder imensurável sobre a pessoa, a qual, se assim não o ceder, não é, de fato, devido a mesma ser uma dito “santa”, mas sim por esta ser uma “covarde”. Devido ao temor a Deus e sua incompreensão das ideias bíblicas, em sua ignorância, a mesma passa a taxar tais coisas de erro absoluto, estupidamente sem se questionar a raiz do porque de suas convicções. Vemos a pouco que a misericórdia se estende sobre todos os seres, justificada por si mesma através do sacrifício do próprio Deus na cruz do calvário, em relevância aos cristãos. Aos ateus, converto tal a uma covardia existencial agregada ao engessar da mente devido aos inúmeros símbolos sociais, os quais escravizam a mente humana, fazendo-as seguirem tais desde a infância, confabulando nestas o absurdo de serem contrariadas um dia. Tais símbolos vem a controlar o ser, o qual passar a viver inconsciente de tal, sobre o domínio de inexistências, as quais fazem-lhe acovardar-se ante as ousadias da temporária vida.

Concluindo; eu, com convicções cristãs restabelecidas através de profundos e exaustivos estudos, declaro a minha debilidade no que se tange a abstinência devida referente ao padrão engessado religioso. Mesmo portadora de tal fé, a qual se diferencia da grande maioria, não julgo conveniente ser hipócrita e expressar que em perfeito modo me portarei nos tempos a seguir. De maneira alguma! Como já dito, o desejo é algo poderosíssimo e, eu, venho em meio a data desta caminhando perdidamente enlouquecida de amores pelo jovem de Red Bluff no qual vive meus dois grandes amores. A ele entregarei meus lábios, meus dias, meu suor, meu corpo, minhas intimidades! De alguma maneira meu senso profético diz que me ausentarei deste mundo, não conseguindo eu discernir tal claramente, mas existe uma iminente desconfiança de que me separarei de meu amor de alguma maneira. Com isso, é de minha intenção desde agora abrir-me a sua semente a fim de que ela penetre em meus jardins. Desta maneira, sendo ele um escolhido, agora portador de um espirito lendário sobre si mesmo, a criança que de mim proverá, e disto sei por profecia, será portadora do mais alto poder da esfera da luz por entre toda a imensidão deste planeta.

Relato tais a fim de expor a colocação de que “dos males vem bens”, “do erro vem o correto”, “das sombras vem a luz”. Logo, se tão erroneamente eu não agir, segundo os religiosos, como nasceria assim a criança que ao mundo salvará (digo profeticamente)? Seria então eu responsável pelo fim da existência por ter me recusado a tal relacionamento? De certo que estas palavras finais perderam a credibilidade quando lidas devido aos fatos proféticos ainda não haverem ocorrido, acontecendo estes apenas anos a frente da data desta. Após isso, esta deverá, logicamente, ser relevada como tese absoluta; dando esta, credibilidade ao indício de que os erros culminam-se como necessários ao saudável funcionamento da espécie humana e que de maneira alguma seremos por eles condenados, mas sim pela essência fundamental que em cada um de nós existe.

Concluo que, de erros e acertos, pecados e obediências, descasos e honras, eu, Michelly Princeton, sujeito a fé, luz, e trevas para por debaixo de minhas convicções; pois eis que a única certeza que nesta minha vida eu tive, o que justificara esta tese, é a de que, pelo sedutor de Red Bluff, meu companheiro na luta pela conquista deste mundo, meu garoto do rosto estranho ao despertar; por ele... Eu, mais do que todas as coisas que se estendem do ocidente ao oriente deste imenso mundo; fui perdida, louca, e completamente apaixonada!

Sei e estou absolutamente convicta de que nada irá nos separar! Nem a vida, muito menos... A morte!

Encerra-se aqui!



(Anexo de leitura do livro "A bruxa de Nevada" - Adrian Mcoy)

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