domingo, 4 de setembro de 2011

202 - Algemas da ignorância

No passado tudo era diferente! Nos precipitamos na cama entre beijos e amassos! Fomos felizes por entre as luzes do natal em meio as ruas da Cidade Poesia! Fizemos promessas de amor para a vida inteira ao passo das lembranças de canções do show em que nos conhecemos.

Mas tudo mudou! O tempo se passou e feriu você! Por anos estivemos separados e eis que hoje eu vejo você ! Não sobre a cama para que eu lhe prove, mas sobre as nuvens da ignorância, as quais vem lhe fazendo sonhar suas delicias hipócritas! Sem contar que você, por não compreender nem por onde vem andando, entregou-se por inteira e permitiu-se algemar! Agora tudo o que eles te dizem é verdade! Eles, os hipócritas e incultos, que vivem sem se dar conta, ou não admitindo, que trilham a vida sobre um tremendo engano!

Agora você partiu! Ao despertar eu lhe procurei em minha cama... Você não estava lá! Certamente estava dentre os covardes tentando compreender Aquele que é incompreensível! Meu corpo excitado, meu membro firme e ativo; enquanto você talvez ajoelhada ocultando as teias de aranhas em tuas entranhas! Tenho uma profunda pena de sua pessoa! Eu sei que tens o mesmo desejo que eu, mas vem se acovardando ante a vida! Todos tem o mesmo desejo que eu, mas muitos maquiam seus sentimentos a fim de embelezarem a existência.

A vida lhe machucou e agora você vem se escondendo nas paredes da luz! A verdade é que você esta tremendo de tanto medo! Eis que disfarçou-se de ovelha covarde, pois pensa que, apenas por isso, o céu se abrirá para você. Uma pena! Agora que nos reencontramos e faríamos as mais loucas loucuras por entre a madrugada!

Resta-me então você assim, apenas um sonho para mim!
Quem sabe um dia você acorde! Um dia... Em algum ano... Ou talvez... Nunca mais!
Não lhe amo mais! Mas amo loucamente a mulher... Que um dia fostes para mim!

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