segunda-feira, 1 de agosto de 2011

199 - A lagoa das saudades

O brilho já vem se apagando! Os encantos me parecem ocultos! Já não ouço minhas crianças rindo nos jardins! É o fim? Tudo está tão escuro!

Num barco em meio há uma horta, aos margens da lagoa das saudades, eu percebo que nunca estive por aqui! Este barco nem mesmo pode navegar! Onde estou? Porque eu não te vejo?

Segui correndo pela fazenda! Amedrontado por entre a escuridão! As estrelas testemunharam o meu medo e assombraram-se... Eu estava chorando lágrimas de sangue! Sem saber que rumo seguir! Sem ao menos entender como eu havia entrado ali! Estava perdido!

Terrível ventania começou! Minhas roupas dissolveram-se como pó! Nu fiquei sobre o luar da incerteza; dei-me a rolar pelo chão à disfarçar uma alegria infantil, pois percebi que "criança" é o que melhor me define!

Eu sou uma criança chorando pelo campo... Em terras de outro mundo, escuras, silenciosas! Eu procuro por você!
Fui por entre as flores do jardim, mas me disseram que você já acordou... Deste pesadelo solitário! Deste meu mundo tão frio!

Quero acordar para assim sonhar de novo! Quem sabe eu te encontre a tempo, antes dos anjos te acordarem?
Venha? Façamos amor naquele barco em meio a horta! Aquele que lá foi esquecido por nossos antepassados!
Vamos colocá-lo na lagoa! Vamos navegar sob o luar da noite... E assim, vamos nos afogar nestas águas de amor! Acordaremos, separados, eu sei! Mas em todos os dias de nossa vida teremos de dormir!

Te verei novamente... No próximo sonho de amor!

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