domingo, 12 de junho de 2011

188 - Meu lar, doce lar

Antes eu tinha a luz como refúgio, mas hoje... Nem mesmo ela o é! Aquele detalhe que quando menino me diferenciava, na adolescência fora ocultado pelo meu eu artista. Mas hoje em dia, não tenho mais vontade em prevalecer interpretando. Sou quem realmente sou! Uma pessoa complexa, desconfiada, e espantosamente ousada. Chegou a madrugada! Eu e minha garota entramos numa viela escura. Digo, pois, a ela: - Vamos transar aqui, no meio da rua!

.....................?

Certamente muitos estranhariam! Mas porque não?
É nisto que reside "As muralhas da mente" nas pessoas! O ser humano, com o passar do tempo, vai agregando símbolos para si mesmo, convertendo-os em significantes, de maneira tal que acabam assim tornando-se escravos destes!

Moral, ética, pudor, etiqueta; tais coisas não existem! São apenas símbolos que o homem criou para darem suporte ao sistema de controle por eles também criado. Porque não ir com seu parceiro ao meio da praça e lá transar com ele em meio a todo mundo? Porque você irá preso? Mas excluamos isso! Suponhamos que isso é permitido! Logo, você então iria? Não? Mas porque? Veja como ainda existem barreiras mentais e você nunca a percebeu! Talvez você alegue: Por educação, moral, e etc. Contudo, como já dito, tais coisas NÃO existem! Como poderia você, uma pessoa que se julga inteligente, ser manipulado por algo que simplesmente não existe? Porque você tem que ser educado? Porque você tem que ter moral? Quem falou? Porque falou?

Em suma, minha mente segue esta linha! Não que eu não seja educado, e não tenha moral! De maneira alguma! Os tenho ricamente, porém, tais não estão acima de mim; Acima somente Deus! Eu as tenho como símbolos, não como ordens. Sendo assim, não há muralhas em minha mente! Aquilo que eu quiser fazer eu faço, não importando o quão absurdo tal seja para a sociedade.

No entanto, isso me coloca distante das pessoas, as quais vivem engessadas num padrão comportamental imensamente simbólico e ditador, de maneira que, ao notarem um agir diferenciado dos seus, assustam-se, e assim, fecham-se.

Para onde irei? As trevas não me querem, pois a luz vem registrada em mim desde o ventre de minha mãe. E esta luz também não! Pois aquele que vivem em tal e também os que a representam estranham a minha pessoa com a clareza do meu entendimento, espantando-se com a vasta liberdade que eu tão facilmente consigo justificar.

Como diria a minha avó: Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come!
O único lugar que me resta ir é para dentro de mim mesmo! Para dentro de minhas românticas fantasias! Meus insanos delírios! Neste lugar todos me entendem! Eu entendo a todos!
Finalmente, encontrei em mim... Meu lar, doce lar!


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