domingo, 8 de maio de 2011

169 - Água (Flores Mortas no Jardim)


Olhe-me com os risos do teu sorriso
Molhe-me com as águas do paraíso

Águas que purificam o teu corpo nu e cansado
Águas luminosas de um mar cristalizado
Águas que escorrem eu tua pele delicada
Águas que nascem de dia
E se vão de madrugada

Águas no banho! Hoje! Bem cedo!
Peço-lhe, sem medo! Entre aqui comigo!
Águas das lágrimas... As quais você chorou!
Águas em que você mesma se afogou

Água pura! Formação da vida!
Esculpe a cicatriz do rastro da ferida
Tu és essencial! Tu és uma necessidade!
Forme o choro dela! Chova na cidade!

E que assim ela retorne
Aqui! Pros meus escuros!
Nos banharemos novamente
Em águas de sussurros.



*Poema integrante do livro "Flores Mortas no Jardim" - Adrian Mcoy


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