domingo, 8 de maio de 2011

158 - Flores Mortas no Jardim


O teu coração está pedindo:
Saia desta vida de falsidade!
Ele implora pela tua liberdade.
Ele pede te implorando: Por favor!

Seja livre como antes! Meu doce... Meu amor!

Lembra daqueles tempos? Os tempos da inocência?
No belo clube da cidade... Nos beijamos!
Na porta de sua casa... Nos abraçamos!
Numa chácara... Discutimos!
Ali nós terminamos!

A vida parece ter parado ali... Naqueles dias.

Eu ainda ouço os muitos jovens sorrindo...
Gritando num retiro, bem perto de mim!
Ainda sinto o teus espinhos me ferindo.
Eu ainda estou sentindo...
Flores mortas no jardim.

O tempo parou naqueles dias! Naquela dor!
O tempo parou... Em meu primeiro amor.

Eu ainda não tenho fortunas para te dar
Eu não tenho o luxo que você merece
Tudo o que eu tenho é um coração...
Um coração que não te esquece.

Não esconda!
Sei que no fundo tu me amas!
Mas uma nuvem sombria parece cegá-la
Eu Continuo aqui... Esperando por você!

Pensam que sou louco! Obcecado!
Talvez eu seja... Um aloprado por você!
Porque vives nessa frieza? Tu amas o fogo!
Não ama o silencio! Nem tranquilidade
Eu sim! Te amo de verdade!

Serias princesa em minha vida! Auge das nobrezas
Meu cálice! Minha ferida! A mais cara das riquezas!
Provaria teu vinho embriagante! Seguiria sem rumo as estrelas
Me perderia, sem rumo e errante, nestas canções delirantes...
Inspiradas em você.

Eu te conheci num clube! Num verão!
Você comprou um gelinho na lanchonete! De limão?
Eu sei... Você ouvia Green Day!

Não era para você estar lá na noite de fim de ano
Mas lá você estava... E eu estava te esperando!
E vou sempre esperar!

Sempre poderemos nos distanciar
Mas sempre tornaremos a nos ver!
Sempre será assim: Você para sempre
Dentro de mim.


*Poema integrante do livro "Flores Mortas no Jardim" - Adrian Mcoy


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Clique aqui e comente!

Pesquisar neste blog