domingo, 8 de maio de 2011

154 - Um grito para a vida (Flores Mortas no Jardim)


Eis que numa hora oriunda
Levei um tapa na bunda... E despertei para a vida!
Os gritos de minha mãe cessaram
E as luzes clarearam
a minha alegre saída!

Nasci para um mundo de dor e crueldade
Perderia até a vontade... Se soubesse ser assim!
Mas me mostraram coisas maravilhosas
Coisas lindas e gostosas...
Mostraram para mim!

Ei-la! A clareza do castanho!
Ei-la! A textura da maçã
Ei-la! O sotaque do estranho!
Ei-la! Os lábios de hortelã!

Aquele olhar castanho recebera uma maça
Enquanto de um jeito estranho... Mastigava a hortelã!
Por isso precipitou a maça no rio! E assim ela sumiu...
Na alvorada da manhã.

Que delírio falo eu?
Falo da simplicidade de um momento
A qual desde o meu nascimento... Segue do meu lado!

Segue tornando tudo mais puro
Justificando assim o futuro...
O presente, e o passado.

Ó querida menina!
Bendito seja o dia em que eu nasci
Além do dia em que te conheci é este superior
Amada menina! Minha flor!
Devo dizer que neste mundo...
Isso é mais que o meu amor.

Teria os anjos, cantado?
As estrelas caído do firmamento?
O curso dos planetas se alterado?
Nascia um novo sentimento?

Não sei! Só sei que escutei a minha mãe gritar
Eu vi a luz brilhar... No meu primeiro segundo

Ouvi alguém cantar!
Minha mãe, assim, veio a me falar:
Filho! Seja benvindo! Pronto para brilhar?


*Poema integrante do livro "Flores Mortas no Jardim" - Adrian Mcoy


Um comentário:

  1. Desde o seu nascimento, já era fato que voce ia ser brilhante. continue assim!
    A melodia desse poema é inegável.
    Lindo, lindo!

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