domingo, 8 de maio de 2011

153 - A hora da estrela (Flores Mortas no Jardim)


A canção que antes eu compunha
Não é mais a canção que eu componho
Aquilo que antes eu sonhava
Não é mais aquilo que hoje eu sonho

Ó, tempo impiedoso
Tu converteste minha alegria em frieza
Querendo ser rico, fui-me a pobreza...
E desmaiei num cárcere de amargura
Monstros do inferno sugaram minha esperança
E como uma criança... Chorei minha loucura

Fissura negra de solidão
Lepra maldita do povo hebreu!
És arquitetada por um aloprado
Pois quem seria tão ousado
Neste ato tão plebeu?

Assim como nasceu o sonho em meu coração
Para as estrelas tornou sem rumo
Não perseverei na convicção
Fui infeliz! Eu assumo!

Mas presumo que o amanha nascerá com mais doçura
Estancando a fissura em meu pobre coração
Viverei mais um dia sabendo
Que mesmo não estando acontecendo
Os sonhos existem em meu coração.

As estrelas dos sonhos existem
As estrelas dos sonhos existirão
Os sonhos existem em meu coração!
As estrelas existem em meu coração
Sonhos existem! Para sempre existirão!

A estrela ainda brilha
Sim! Eu posso vê-la!
Aguardarei pela hora...
Pela hora da estrela!


*Poema integrante do livro "Flores Mortas no Jardim" - Adrian Mcoy


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