domingo, 8 de maio de 2011

149 - Doce mineira (Flores Mortas no Jardim)


Os fogos estouravam no céu estrelado
Enquanto já apaixonado desejava o teu calor
De vestido preto você estava
No passado!
Eu era um menino apaixonado
Enlouquecido de amor.

Parados rentes a lagoa da alegria
Ouvindo a canção que por lá tocava
Declarei-te o meu amor naquele dia
E veja, quem diria?
Aquela noite se eternizava!

Ó, doce mineira
Doce mineira minha
Ainda me lembro daquele beijo
De quando lhe fiz perder a linha

Tenho lembranças de quando tudo era sorriso
De gritarias dos fanfarrões da mocidade
Da noite em que me levaste ao paraíso
Mostrando-me o siso de uma nova realidade.

Que saudades! Que saudades
Ah, que saudades da tua boca
Uma sensação imprudente e louca ordena-me a te agarrar
Silencio! Silencio razão insana!
Se ao menos você dissesse que me ama
Conveniar-me-ia assim ousar!

Vou me calar...
Enquanto os anos vão passando
Prosseguirei te amando
Mesmo te vendo enamorada!

Vou me lembrar de quando eu estava te beijando!
Caminharei delirando
Esta paixão infortunada.

Eu lhe perdi!
Sou uma lembrança já esquecida
Mas eu sei! Perdidamente eu te amarei
Por toda a minha vida!


*Poema integrante do livro "Flores Mortas no Jardim" - Adrian Mcoy



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