sábado, 7 de maio de 2011

146 - O fogo de Calábria (Triângulo)


Não hesitaria em livrar-te desta tua desgraça, mas como poderei eu ceifar a vida de uma beleza tão sedutora? Como poderia ver o sangue parando sob as tentadoras curvas neste corpo tão formoso? Como poderia ver esta pele que soa a desejos empalidecer-se nas sombras da morte? Como poderia ver o brilho se apagar nestes lindos olhos azuis que inspiram o pecado? Como por em desprezo esta boca que saliva o delírio? Estes cabelos negros que enciúmam a noite? Estes seios fartos que amamentam minhas fantasias? Não! (guarda a arma) Não condenarei Calábria ao congelamento apagando o fogo que a sustenta.



*Palavras de Pietro Molinari da peça teatral "Triângulo" - Adrian Mcoy



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