terça-feira, 3 de maio de 2011

125 - Desejo de mulher (A bruxa de Nevada)


Priscila, Susan, e Mayara, ficaram conversando com Gabriela, a qual estava agora deitada sobre o colhão aquático que dantes estava Scott. Fizeram a mesma comer bastante, proibindo-a de beber álcool novamente. Após notarem que ela já se encontrava num estado que pelo menos não se mataria, entraram para tomarem banho e assim partirem para a cama, avisando-a para não fazer barulho na sala de entrada, pois o aniversariante estava lá há tempos dormindo... E isso bastou... Bastou estas palavras para incendiá-la!

............................................................!

Rolou na boia e deixou-se afundar nas águas, para assim, não transparecer as amigas aquele seu insano desejo. Ao ver estas entrarem, mordeu os lábios, pois um manto de desejo de repente a cobrira, esquentando todo o seu corpo, num lapso estridente, o qual a desencadeou um súbito devaneio! Um desejo de loucura! Ela queria extravasar naquela noite!

Aquela embriagues em fusão ao seu deselegante orgulho despertara em si mesma a vontade de tomar aquilo que insistia em não ser seu... Thomas Jackson! Desejava, pois, que Michelly fosse para o inferno:

- Vadia! Santa do pau loco! Hoje você vai ver o que é bom sua idiota! - pensou.

E assim, saiu da piscina... Mas seu biquíni fora deixado nas águas. Estava nua! A única coisa que fez antes de entrar foi pegar uma toalha que jazia estendida ali no chão e se enrolar na mesma. Entrou pela cozinha e logo subiu a escada. Seguiu por um corredor até chegar numa outra. Ouviu águas de chuveiro, certamente alguma amiga relaxando, mas não se importou, e seguiu. Estando agora no corredor principal, foi até o fim e finalmente chegou... A sala de entrada.

A mesma escuridão afável ainda envolvia o lugar. Ela resolveu então apagar as luzes daquele para deixar assim apenas a luz das estrelas e do luar entrarem ali pelas grandes janelas do local. A princípio, ela quase não via nada devido aos olhos ainda não habituados com a escuridão, e por isso, caminhou com muito cuidado até onde sabia haver o sofá onde certamente seu alvo de prazeres. Logo percebeu o mesmo devido a suave claridade que vinha das janelas, as quais projetavam o contorno do móvel. 

Partiu para o outro lado, e com as mãos, sentiu que havia sim alguém ali. Quase ao seu lado estava a mesinha de centro e sobre a mesma haviam as luminárias fluorescentes, as quais, quando ligadas no escuro, formavam um clima apaixonante no local. De imediato as acendeu. De sorte que estas iluminavam muito pouco. Os arredores continuavam no breu da escuridão. Assim, então, deixou cair a sua toalha... E partiu toda fogosa, rumo àquele que logo despertaria e dormiria somente horas depois! 
...


*Fragmento do Cap.34 do livro "A Bruxa de Nevada" - Adrian Mcoy



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