sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

071 - O derradeiro fio da esperança



Eu já caminhei por vales escuros! Ouvi a noite gemer!
Eu vi vultos de solidão se manifestarem ao meu redor; ninguém os via... Apenas eu!
Eu já caminhei por entre os jovens! Eu os ouvi dizendo tolices e chorando por bobagens!
Eu vi vultos de solidão se manifestarem ao meu redor; ninguém os via... Apenas eu!
Eu já caminhei por entre os religiosos! Ouvi gritarem palavras inexistentes aos prantos!
Eu vi vultos de solidão se manifestarem ao meu redor; ninguém os via... Apenas eu!
Eu já caminhei por entre os devassos; os bêbados e os drogadas! Passei ileso pela navalha do vício, e fiquei sem entender o porque deles estarem naquele mundo!
Eu vi vultos de solidão se manifestarem ao meu redor; ninguém os via... Apenas eu!


Da luz fui à escuridão, mas na escuridão descobri nunca ter saído da luz.
E ninguém os via... Apenas eu!
Fui da santidade à sedução, mas ao seduzir eu usava de santidade e sufocava a mesma, aniquilando assim tanto uma como a outra.
E ninguém os via... Apenas eu!
Fui das igrejas às casas nocturnas, mas ao conhecer tais pessoas deslumbrei-me ao constatar que elas odiavam aquele agitado mundo, e vi que tudo aquilo não passava de uma triste ilusão!
E ninguém os via... Apenas eu!

Sim! Eu praticamente vi com meus próprios olhos os senhores deste mundo controlarem as pessoas como simples marionetes servindo ao sistema sem a nada questionarem. Iludidas pelo comodismo do "Poder aquisitivo" e do sistema engessado através dos tempos denominado "Família".
E ninguém os via... Apenas eu!

Eu vi absurdos neste mundo! Pessoas doentes buscando remédios os quais as fariam mais doentes ainda, para que assim elas buscassem soluções cada vez mais caras, sustentando assim uma das ridículas máfias deste mundo.
E ninguém os via... Apenas eu!

Eu vi homens se matando apenas por um bando de outros homens os quais eles nem conhecem, simplesmente porque estes não conseguiram colocar uma bola além de uma linha a mais do que seus adversários. E isto me foi tão ridículo!
E ninguém os via... Apenas eu!

Eu vi homens ridículos! E ninguém os via... Apenas eu!
Eu vi pessoas podres! E ninguém os via... Apenas eu!
Eu vi sociedades controladas! E ninguém os via... Apenas eu!

Hoje eu caminho por um derradeiro fio de esperança, o qual por algum motivo insiste em brilhar dentro de mim. Não sei até quando este fio aguentará! Mas eu devo suportar! Pois agora...
É apenas eu!

Eu vejo vultos de solidão se manifestando ao meu redor!
E mais ninguém os vê!
Apenas eu...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Clique aqui e comente!

Pesquisar neste blog