domingo, 19 de dezembro de 2010

065 - Aprendiz do romance (Flores Mortas no Jardim)


Um dia eu aprendo e mudo de rumo
Um dia em me acostumo a não olhar para o passado
Sou um aprendiz do romance; sim! Eu assumo!
Sou um errante, tolo e apaixonado

O dia é nublado! É ruída a melodia
Teu cheiro em minha roupa ainda prevalece
Num céu enluarado! No sol do meio-dia!
Meu coração... Todavia... Nunca te esquece!

E permanece! E prevalece! A paixão continua a ferver
E prevalece! E permanece! O coração não esquece!
Não quer te esquecer!

Toquei meus lábios no café pela manhã
Percebi tua ausência! Minha falta de alegria
Cortei as cascas de uma fresca maça
Suaves como a tua pele macia!

Sei que de dia, de noite, ou madrugada
Há peregrinos na estrada sem saber para onde ir
Eu vivo como eles! Sem rumo! Sem direção!
O meu coração precisa desistir!

Desistir de você! Desistir de nós dois!
Esquecer do antes e pensar mais no depois!
Devo, pois, pensar na vida! Numa saída!
Minha saúde foi comprometida!
Você me deixou doente!

Doente! Carente!
De repente enlouqueci-me de demente nesta solidão!
Estou crente, numa certeza iminente
Que estou preso a uma corrente junto ao teu coração

Estou condenado a este amor!
Ao horror de viver te amando
Eu desisto! Seja como for...
Eu estou te esperando!



*Poema integrante do livro "Flores Mortas no Jardim" - Adrian Mcoy

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