sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

047 - No breu da madrugada (Flores Mortas no Jardim)


No breu da madrugada
Apenas a incerteza aparente
Que percorre ao frio da geada
Surrando o coração da gente

No breu da madrugada
O perfume que você deixou
A essência doce da alvorada
Das noites que você marcou

No breu da madrugada
Apenas um sorriso sem jeito
De uma alma envergonhada
Que não sabe amar direito

Se há um jeito eu não sei!
A minha luz vive apagada!
Vivo tentando ser um rei
No escuro desta estrada

Sigo sozinho! Levado pela sorte!
Por entre essa noite, fria, enluarada Sinto o aproximar de minha morte
No breu da madrugada.


*Poema integrante do livro "Flores Mortas no Jardim" - Adrian Mcoy


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