quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

043 - Um baralho angelical (Flores Mortas no Jardim)


Comprei do destino um baralho angelical
Paguei avista com as moedas de esperança
Cartas que misturavam o bem e o mal
Encantaram meu coração de criança

Cada carta foi uma historia
Historias de amor, ódio, e tristeza
Desprovidos de cartas de glória
O chamei de leque da incerteza

- É a sua vez de jogar! - Dizia a voz do coração
E me puis logo a comprar... Outra carta de ilusão
E no baralho angelical... Parei de fazer besteira
Juntei o leque e bati as cartas...
Numa sequência lavadeira

Cartas iguais de naipes diferentes
Jogadas levianas de táticas imprudentes
Cartas que andam, tocam, e enlouquecem
Coringas que incendeiam! São cartas que aquecem!

Por mais que o baralho fosse triste
Sinto falta das minhas grandes jogadas
O coringa ainda existe... Entre as noites e baladas
Pelo destino agora procuro! Pois sumiu feito um pirralho
Perguntaria se seria seguro... Eu comprar um novo baralho.


*Poema integrante do livro "Flores Mortas no Jardim" - Adrian Mcoy


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Clique aqui e comente!

Pesquisar neste blog