quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

027 - Um grito para a vida



Eis que numa hora oriunda
Levei um tapa na bunda...
E despertei para a vida!

Os gritos de minha mãe cessaram
E as luzes clarearam
A minha alegre saída!

Nasci para um mundo de dor e crueldade
Perderia até a vontade...
Se soubesse ser assim!

Mas me mostraram coisas maravilhosas
Coisas lindas! Coisas gostosas...
Mostraram para mim!

Ei-la! A clareza do castanho
Ei-la! A textura da maçã
Ei-la! O sotaque do estranho
Ei-la! Os lábios de hortelã!

Aquele olhar castanho recebera uma maça...
Enquanto de um jeito estranho...
Mastigava uma hortelã
Por isso precipitou a maça no rio
E assim ela sumiu...
Na alvorada da manhã.

Que delírio falo eu?
Falo da simplicidade de um momento
A qual desde o meu nascimento...
Segue ao meu lado!
Segue tornando tudo mais puro
Justificando assim o futuro...
O presente, e o passado.

Ó querida menina!
Bendito seja o dia em que eu nasci
Além do dia em que te conheci é este superior
Amada menina!
Mar caramelizado!
Tão profundo!
Minha flor!
Devo dizer que neste mundo...
Isso é mais que o meu amor.

Teria os anjos, cantado?
As estrelas saídas do firmamento?
Os cursos dos planetas se alterado?
Um novo sentimento?

Não sei!
Só sei que escutei minha mãe gritar
Eu vi a luz brilhar...
No meu primeiro segundo

Ouvi alguém cantar
E minha mãe veio a falar:
Bem vindo a este mundo!
Pronto para brilhar?

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