quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

026 - A hora da estrela



A canção que antes eu compunha
Não é mais a canção que eu componho
Aquilo que antes eu sonhava
Não é mais aquilo que hoje eu sonho

Ó, tempo impiedoso
Tu converteste minha alegria em frieza
Querendo ser rico fui-me a pobreza...
E desmaiei num cárcere de amargura
Monstros do inferno sugaram minha esperança
E como uma criança...
Chorei minha loucura

Fissura negra de solidão
Lepra maldita do povo hebreu
És arquitetada por um aloprado
Pois quem seria tão ousado
Neste ato tão plebeu?

Assim como nasceu o sonho em meu coração
Para as estrelas tornou sem rumo
Não perseverei em minha convicção
Fui infeliz!
Eu assumo!

Mas presumo que o amanha nascerá com mais doçura
Estancando minha fissura em minha convicção
Viverei mais um dia sabendo
Que mesmo que não esteja acontecendo
Os sonhos existem em meu coração.

As estrelas dos sonhos existem
As estrelas dos sonhos existirão
Os sonhos existem em meu coração!

 As estrelas existem em meu coração
As estrelas existem
Para sempre existirão!

A estrela ainda brilha
Sim! Eu posso vê-la
Águardarei pela hora...
Pela hora da estrela!


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