terça-feira, 12 de outubro de 2010

023 - Até o amanhecer (Flores Mortas no Jardim)


Um delírio cego amortecido pelo embriagar do tempo.
Uma foto borrada; retrato da passada felicidade.
Uma dor, uma lembrança, apenas um momento.
Um pensamento... A saudade!

Saudades de explorar teu corpo nas frias noites de inverno!
De sentir tuas pernas entrelaças em mim, suando a prazer
De sentir o teu calor... Quente como o inferno
Sentir o fervor dos nossos corpos se arder

E fazer... E fazer... Até o amanhecer.

Derramar o mel na tua boca e vê-lo deslizar sobre o teu seio
Sussurrar em teus ouvidos os desejos da minha insanidade
Viver o prazer, a dor, e o anseio
Conhecer as profundezas de tua sensualidade

Em verdade... Ouvir trémulos sussurros num quarto escuro
Entrar em teus jardins por toda a madrugada
Repousar sobre o teu ventre; amor, eu te juro:
Das mulheres tu serias a mais amada.

Quero fazer contigo o propagar de uma paixão
Fazer loucuras de amor sobre o colchão
Fazer vagaroso... Fazer-te tremer!
Fazer profundo... Matar-lhe de prazer!

E fazer... E fazer... Até o amanhecer.


*Poema integrante do livro "Flores Mortas no Jardim" - Adrian Mcoy


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